domingo, 15 de maio de 2011

Uma questão de princípios

Por detrás de cada sistema existem princípios lastreadores que ordenam e harmonizam situações específicas envolvendo sujeitos e objetos.

Quando digo sistema, entenda como qualquer esfera na qual é possível haver uma relação entre mais de um objeto, ou sujeito.

Exemplificando fica mais fácil de se entender: a natureza possui leis como a da gravidade, da ação e reação, princípios biológicos que determinam a multiplicação dos seres (reprodução, seja sexuada, ou não); a sociedade é regida não só pelo ordenamento jurídico que lhe é imanente, mas também pela cultura de seu povo - assim, vibrar quando o seu time faz um gol na final do campeonato é um comportamento restrito àqueles que torcem pelo mesmo time e gostam de assistir a uma partida de futebol; o mundo espiritual, como não poderia deixar de ser, possui princípios dos quais precisamos ter ciência, mas na maioria das vezes não temos, ou ignoramos.

A verdade é que nem todos estão preparados para encarar uma triste realidade: a miséria humana.

A ausência de Deus na vida do homem produz todo tipo de aberração, julgada muitas vezes como comum, cotidiana. Desde sentimentos ocultos, alojados no porão da nossa alma, traduzidos por atitudes reveladoras do nosso caráter e valores, até as mais absurdas injustiças, provocadas pela corrupção do homem.

Sem Deus, a ordem vira desordem, aquilo que era pra ser não é, o caos toma conta e abala todo tipo de sistema: a família, a política, a sociedade e a sua cultura.

Divórcio, filhos sem pais, recém-nascidos jogados em latas de lixo, crianças arremessadas pela janela, adolescentes grávidas, mães solteiras, adultérios, esquemas de corrupção, propinas. Tudo isso produto de um estado de "não-Deus" na vida do homem.

Os "valores" são esquecidos, deixados de lado por conveniência do homem. Afinal, muitas vezes não é "conveniente" falar a verdade, ser fiel e agir com honestidade. Ninguém fala isso - é óbvio -, mas muitos agem assim, pensando que os fins justificam os meios.

Pergunta-se, então, onde está Deus, se em meio as guerras usam o Seu nome para justificar atrocidades, se homens que se dizem cheios de Deus cometem pecados tão terríveis?

Difíci de se definir o que é, de fato, ter Deus, não é mesmo?

Voltando-nos para Jesus Cristo, encontramos uma simples resposta para essa obtusa questão.

Trata-se de uma lógica indiscutível contida nas escrituras.

Veja só: no momento em que Jesus foi questionado pelos fariseus (aqueles que eram os bam-bam-bam, "cheios de Deus", religiiosos da época) sobre qual o maior dos mandamentos, respondeu, de forma clara e precisa, ama o Senhor, seu Deus, com toda as suas forças, com todo o seu espírito, com todo o entendimento, amando, também, seu próximo como a si mesmo.

Seu discípulo João, mais tarde, escreveria em uma de suas epístolas: "Deus é amor".

Juntando as duas sentenças, temos que a reposta para pergunta em epígrafe é a conclusão lógica de que tem Deus aquele que AMA, pois o próprio Deus é o amor. Ter Deus, pois, é amar!

Mas, preste antenção, tenha cuidado em tirar interpretações temerárias e precipitadas dessa afirmação, pois o amor a que estou me referindo não se trata de vil paixão, que como fogo inebriante dilacera o coração do homem, mas de um amor "Ágape", muito bem descrito pelo apóstolo Paulo em sua carta aos cristãos de Corinto:

"O amor é sofredor, é benigno; o amor näo é invejoso; o amor näo trata com leviandade, näo se ensoberbece.
Não se porta com indecência, näo busca os seus interesses, näo se irrita, näo suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha"

Chegamos, então, a conclusão de que o princípio que rege o mundo espiritual é a própria essência de Deus - o amor. O homem, como ator principal de Sua criação, está afeto a esse princípio. Princípio tal que, quando quebrado, desvirtua o propósito divino e dá lugar ao diabo - na maioria das vezes, chamado homem.

Quando o amor for restaurado nas famílias, o coração dos pais se voltará ao dos filhos e o coração dos filhos aos pais, os maridos amarão suas esposas como Cristo amou a igreja, entregando sua própria vida na cruz, e suas esposas lhe corresponderão de igual modo, sendo suas ajudadoras idôneas. Não haverá engano, o râncor e a amargura darão lugar ao perdão e a verdadeira vida fluirá das famílias: a vida projetada por Deus.

Pode até parecer um sonho pueril, mas é uma questão de princípios/genêsis, pois "à Sua imagem e semelhança os criou, homem e mulher os criou".

Deus os abençoe!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Supremacia do Interesse Público

Para se compreender o princípio da supremacia do interesse público, faz-se necessário entender as origens históricas, sociológicas e filosóficas que fundamentaram sua concepção no mundo jurídico.

Sob uma perspectiva Hobbesiana contratualista, em um dado momento histórico, devido a conveniência e a necessidade dos homens, convencionou-se que o povo outorgasse parcelas de seu poder particular a um terceiro, melhor designado Estado, para que este, observando os limites impostos no “Contrato Social”, regulasse o convívio social.

A experiência histórica e as ideologias que foram surgindo aperfeiçoaram esse convívio, culminando-se no entendimento de que o melhor governo não é o que se baseia em determinada pessoa, mas, sim, como Bobbio afirma em “O Futuro da Democracia”, tão-somente na lei, que de forma abstrata, genérica e impessoal seria racionalmente mais justa.


Destarte, a soberania pertencente ao povo foi delegada ao poder público que a exerce por meio de leis. Tem-se então que o Estado é legitimamente investido de autoridade, conforme o substrato do próprio ordenamento jurídico, que nada mais é do que o exercício da soberania popular.


Entretanto, o conceito de um poder do Estado imposto juridicamente para subjugar os administrados, como afirma Celso Antônio Bandeira de Mello, tem sido repensado, de tal forma que se fala, hoje, que o poder conferido ao Estado, na realidade, nada mais é do que um mero instrumento para se buscar - nas palavras do professor Dalmo de Abreu Dallari - o bem comum, muito bem trazido para o direito administrativo com o conceito de Interesse público.

Assim, para se definir melhor o conceito de interesse público, conforme os ensinamentos de Celso Antônio Bandeira de Mello, “(...) ao se pensar em interesse público, pensa-se, habitualmente, em uma categoria contraposta à de interesse privado, individual, isto é, ao interesse pessoal de cada um. Acerta-se em dizer que se constitui no interesse do todo, ou seja, do próprio conjunto social, assim como acerta-se também em sublinhar que não se confunde com a somatória dos interesses individuais, peculiares de cada qual (...)”, concluindo que, “(...) o interesse público deve ser conceituado como o interesse resultante do conjunto dos interesses que os indivíduos pessoalmente tem quando considerados em sua qualidade de membros da Sociedade e pelo simples fato de o serem.

Daí deduz-se que o interesse público não é pura e simplesmente o interesse do Estado, mas é, antes de tudo, o interesse do todo e o interesse de cada parte na qualidade de parte deste todo. O Estado não está apenas obrigado a não agir em determinadas situações, para que a liberdade individual e a propriedade sejam preservadas, como acontecia no Estado Liberal, mas tem também a função de proporcionar o mínimo de condições para o desenvolvimento dos seus cidadãos, como bem trazido pelo conceito de Welfare State.

De igual modo, Maria Sylvia Zanella Di Pietro afirma que “as normas de direito público, embora protejam reflexamente o interesse individual, tem o objetivo primordial de atender ao interesse público, ao bem-estar coletivo. Além disso, pode-se dizer que o direito público somente começou a se desenvolver quando, depois de superados o primado do Direito Civil (que durou muitos séculos) e o individualismo que tomou conta dos vários setores da ciência, inclusive a do Direito, substituiu-se a ideia do homem com fim único do direito (própria do individualismo) pelo princípio que hoje serve de fundamento para todo o direito público e que vincula a Administração em todas as suas decisões: o de que os interesses públicos tem supremacia sobre os individuais”.

Assevera a ilustre doutrinadora que, já em fins do século XIX, começaram a surgir reações contra o individualismo jurídico, como decorrência das profundas transformações ocorridas nas ordens econômica, social e política, provocadas pelos próprios resultados funestos daquele individualismo exacerbado. O Direito deixou de ser apenas instrumento de garantia dos direitos do indivíduo e passou a ser visto como meio para consecução da justiça social, do bem comum, do bem-estar coletivo.

Percebe-se, portanto que, hodiernamente, o princípio da supremacia do interesse público se encontra, ou, ao menos, deveria estar revestido pelo dever-poder – nas palavras de Celso Antônio Bandeira de Mello -, instrumento necessário ao alcance da finalidade social do Estado de proporcionar um bem-estar geral ao seu povo.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

COMPETÊNCIAS CONSTITUCIONAIS




O Brasil, como Estado democrático de Direito, adota a forma federativa de organização, tendo por característica a união indissolúvel dos entes federativos, assim como a autonomia política de cada um destes. É visando a satisfação dessa autonomia que se dá a repartição de competências, tanto materiais, quanto legislativas, legitimadas pela própria Constituição Federal de 1988.

Busca-se, desta feita, o equilíbrio de poderes entre os entes federativos, a fim de se harmonizar, por meio da cooperação e da definição de competências, o sistema federativo, garantindo a participação político-administrativa da União, Estados, Municípios e Distrito Federal.

Entendeu o legislador constituinte a necessidade de que determinadas matérias fossem competência exclusiva da União, não permitida a delegação a outro ente (art. 21 CF/88); enquanto outras, fossem de comum responsabilidade dos Estados, União, Municípios e DF (art. 23 CF/88). Isso no âmbito administrativo, apenas.

Já referente às competências legislativas, o legislador flexibilizou a competência privativa à União, no momento em que possibilitou a delegação dessa competência, por meio de Lei Complementar, a outra entidade federativa (art. 22 CF/88). Enquanto no plano dos Estados e Municípios, assegurou-lhes uma competência legislativa concorrente/suplementar à da União (art. 24 CF/88).

Dessa forma, retomando o conceito de harmonização/equilíbrio de poderes, bem esclareceram Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino: “Repartição de competências é, pois, a técnica que a Constituição utiliza para partilhar entre os entes federados as diferentes atividades do Estado federal. Trata-se do ponto nuclear do conceito jurídico de Estado federal, haja vista que a autonomia dos entes federativos assenta-se, precisamente, na existência de competências que lhes são atribuídas como próprias diretamente pela Constituição da Federação. (...) Com efeito, o constituinte originário, quando decide fundar um Estado do tipo federado, estabelece um determinado equilíbrio entre os entes que o integrarão mediante a outorga a cada qual de um conjunto de atribuições próprias, de modo que a esfera de atuação dos entes federados e as relações de coordenação e colaboração entre eles esteja, desde logo, bem delineada na Constituição do Estado. Essa estruturação confere autonomia política aos entes federativos, e assegura isonomia entre eles, uma vez que nenhum ente federado dependerá da decisão de outro quanto ao que lhe cabe, ou não, fazer; o conjunto de atribuições de cada um está delineado desde o momento de fundação do Estado, compondo a própria estrutura política deste; cada ente federado atua não por decisão, favor ou delegação de quaisquer outros, mas, sim, por lhe haver a própria Constituição do Estado outorgado, diretamente, um conjunto definido de competências”.

O modelo de repartição de competências pode ser horizontal – quando não há subordinação entre os entes federativos para exercer a competência devida, delineada pela própria CF, como no caso das competências estabelecidas nos art. 21, 22, 23, 25 e 30 da CF – ou vertical – quando há uma relação de subordinação entre o tipo de atuação prevista para cada um, preponderando o princípio da predominância dos interesses nos casos em que houver conflito de competência, como o exposto no art. 24 da CF.

As competências são classificadas tradicionalmente em competências administrativas, legislativas e tributárias.

As competências administrativas delineiam a atuação político-administrativa do ente federado. Estão relacionadas à atuação efetiva, à execução de tarefas.

As competências legislativas estabelecem o poder para normatizar, estabelecer normas sobre as respectivas matérias. Não dizem respeito à atuação em si, à execução de uma atividade, mas sim à edição de normas que regularão determinada atuação.

A competência tributária diz respeito ao poder de instituir tributos, assegurando autonomia financeira aos entes federados.

Há outra classificação de competências que se refere ao sujeito cuja atribuição de determinada competência é conferida. Assim, temos:

1. Competência da União:

a. Exclusiva, referente, como vimos, à execução de determinadas tarefas, tendo por principal característica a indelegabilidade. (Competência material)

b. Privativa, referente à elaboração de normas sobre específicas matérias. Pode ser delegada por Lei Complementar. (Competência legislativa)

2. Competência da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal:

a. Comum, competência administrativa em que todos os entes federativos exercem suas competências em condições de igualdade, sem nenhuma relação de subordinação. Há uma atuação paralela dos entes federados, que atuam em condições de igualdade, sendo que a atuação de um não exclui a dos outros.

3. Competência da União, dos Estados e do Distrito Federal:

a. Concorrente, competência legislativa repartida de forma vertical, cabendo à União elaborar normas gerais a respeito de determinada matéria, enquanto aos Estados e ao Distrito Federal cabe a elaboração de normas específicas, exceto quando há omissão da União na elaboração de determinada norma geral, facultando aos Estados e o Distrito Federal a elaboração de normas gerais sobre determinado tema.

4. Competência dos Estados:

a. Remanescente. Conforme art. 25, §1º da CF/88: § 1º - São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição.

5. Competência do Distrito Federal:

a. Cumulativa, pois lhe é atribuída a competência cabível aos Estados, quanto aos municípios.

6. Competência dos Municípios:

a. Legislativa Exclusiva para legislar sobre assuntos de interesse local.

b. Legislativa Suplementar para que, no que couber, preencher lacunas legislativas.

Assim, o principal impasse desse sistema de cooperação/colaboração entre os entes federados é a falta, em muito dos casos, de uma escorreita definição dos limites dessas competências, restando, no mais das vezes, ao STF analisar a Constitucionalidade de leis estaduais e municipais, verificando se houve extrapolação dos limites estabelecidos na Constituição ou não.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

DEUS TEM PRESSA EM TE ABENÇOAR!!!

Palavra de Célula!

DEUS TEM PRESSA EM TE ABENÇOAR!!!
TEXTO-CHAVE: Sl 81:13-16

“Se o meu povo apenas me ouvisse, se Israel seguisse os meus caminhos, com rapidez eu subjugaria os seus inimigos e voltaria a minha mão contra os seus adversários! Os que odeiam o Senhor se renderiam diante dele, e receberiam um castigo perpétuo. Mas eu sustentaria Israel com o melhor trigo, e com o mel da rocha eu o satisfaria”.

Esses versos expressam a mais profunda vontade de Deus para com o seu povo. A vontade dEle é que sejamos saciados, que comamos do seu mel, que sejamos sustentados com o melhor trigo. Ele tem pressa em nos abençoar, em derrotar os nossos inimigos. Esse é o desejo íntimo do Seu coração.

O nosso Deus é um Deus que é Pai. Ele se inclina para nós (Sl 40:1 b), como um pai se abaixa para receber um abraço, ou um beijo de seu filho amado, assim Ele estende os braços a você e diz: vem filho amado!

Você se lembra de quando era criança e teve algum medo, ou algo ruim lhe aconteceu na escola e que você foi correndo para os braços de seu pai? Pois então, saiba que é muito maior o amor que Ele tem por nós. Jesus nos disse: Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem? (Mt 7:11)

Mas, infelizmente, talvez essa não seja a sua realidade, como a de muitas e muitas famílias. Os relatórios que temos são de pais ausentes, alcoólatras, adúlteros, que deixam de ser o referencial de Pai que Deus estabeleceu na sua Palavra. Ainda que esse seja o atual relatório em sua vida, quero lhe dizer que o seu nome está gravado nas palmas das mãos de Deus (Is 49:16), Ele não se esqueceu de ti (Is 49:15). Ele te ama com um amor eterno (Jr 31:3) e se importa com você.

Ele quer fazer algo novo na sua história, quer fazer de você um pai de verdade, quer te dar uma família de excelência. Portanto, este relatório de derrota pode ser mudado, para isto, basta tomar uma decisão: a decisão de caminhar de mãos dadas com o Pai, a decisão de mudar de vida, a decisão de ouvir e obedecer Sua voz.

Como isso é possível?

O primeior passo a ser dado é ouvir aquilo que Deus tem a dizer, ou seja, precisamos entender o que a Palavra dEle diz a respeito do modelo de vida que Ele tem para nós.

O segundo passo é seguir os seus caminhos. Ter um coração limpo, livre da amargura, da ingratidão, da murmuração, da incredulidade e mãos limpas da imoralidade, dos vícios e da violência.

Só assim desfrutaremos da promessa contida nos versos deste salmo. Os gigantes que se levantam contra sua vida e a da sua família, serão rapidamente abatidos. O cansaço, o desânimo, a sensação de derrota serão aniquiladas pela mão poderosa do Senhor. A doença, a miséria e a ignorância darão lugar a saúde, a prosperidade e a sabedoria de Deus.

Nenhuma arma forjada contra ti prosperará, pois você é mais que vencedor! Creia! A velocidade com que o milagre chegará na sua vida, só depende de você. Decida ser livre hoje nesta noite e a sua história nunca mais será a mesma, em menos de um ano você não irá se reconhecer, pois o Senhor agirá RAPIDAMENTE em sua vida!


Pedro Henrique Luthold

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O ENCONTRO DE PEDRO COM JESUS (LER LC4:37-42 E LC 5:1-11)

Essa foi a palavra de célula dessa semana. Que seja uma bênção na sua vida!
Muitas pessoas conhecem Jesus de ouvir falar. Muitos vêem Jesus fazer milagres na vida de outras pessoas, escutam os ensinamentos e, até mesmo, vivem uma vida íntegra, seguindo os preceitos da palavra de Deus.

Assim foi na vida de Pedro, um simples pescador que freqüentava a sinagoga aos sábados para ouvir os ensinamentos da Lei de Deus. Pedro era um homem temente a Deus, apesar de seus defeitos ele tinha no seu coração uma fome por conhecer a glória de Deus. Ele ouvira falar de um Nazareno que saía a pregar pelas sinagogas, pelas casas, fazendo milagres, curando enfermos e expulsando demônios.

Até que Jesus desceu a Cafarnaum, cidade em que Pedro morava – creio que houve uma grande repercussão naquela cidade, todos comentavam que Jesus estaria a pregar na sinagoga e a multidão o acompanhava. Nesta visitação, a glória de Deus começou a se manifestar na vida de Pedro e começou na sua família. Jesus foi até a casa de Simão e começou a fazer a boa obra na vida de Pedro. E lá Jesus trouxe cura a sua sogra. A família de Pedro começou a ser alcançada naquele dia. Jesus quer trazer cura a sua família, quer restaurar casamentos, curar enfermidades, cuidar de cada detalhe da sua casa. Você precisa dar ouvidos a Jesus, deixar que Ele entre na sua casa, no seu coração. Depois de curar a sogra de Pedro, os enfermos eram levados até Jesus e Este os curava e expulsava os Demônios dos cativos. Simão assistia a tudo isso e com certeza reconhecia a autoridade de Deus na vida de Jesus.

Mas isso não é tudo. Deus quer te levar mais além, a uma experiência única, pessoal, algo profundo, que mude completamente a sua história, o seu caminhar. E então, noutro dia, pela manhã, Jesus e a multidão que o seguia foram ao lago de Genesaré. Lá estava Simão Pedro, desanimado, cansado, frustrado, lavando aquelas redes tão vazias, pois não havia conseguido pegar nenhum peixe naquela madrugada. Talvez você esteja assim hoje, lutando com suas próprias mãos para alcançar dinheiro, sucesso profissional, casamento, felicidade, paz na família.
Mas Jesus quer lhe ensinar algo neste dia, Ele deixa tais circunstâncias acontecerem na sua vida para que a Glória dEle se manifeste, para que você experimente o sobrenatural. Hoje é o dia do seu milagre! Deus quer se revelar a você, a presença dEle é real, somente o amor de Jesus pode preencher o vazio do seu coração. O pecado não pode te satisfazer, os prazeres não podem saciar a sua fome, nada se compara ao que Deus tem pra te oferecer.

O que Pedro fez para receber o seu milagre?
1. Emprestou seu barco para que Jesus ensinasse a multidão. Você precisa deixar que o Mestre entre no seu barco, compartilhar o que você tem, o que é seu, para que a obra de Deus seja realizada, para que a Palavra seja anunciada. Assim como emprestar o seu coração e os seus ouvidos para ouvir as Palavras de vida eterna.
2. Não saiu do lado de Jesus enquanto a multidão estava sendo ministrada. Os ensinos de Jesus precisam criar raízes nos nossos corações. Precisamos nos esforçar para ter a sua Lei nos nossos corações. Não podemos deixar que os dominadores de mente roubem a semente que está sendo plantada nos cultos, nas células, nas reuniões. Não se distraia, pois você pode perder a visitação do Espírito. Não converse nos cultos, não pense no que você vai comer ou para onde você vai depois, tenha reverência à Palavra de vida.
3. Obedeceu a palavra profética, a palavra Rhema para sua vida. Depois de todas essas coisas, Jesus liberou uma palavra Rhema (palavra diretiva de Deus, específica para a atuação do poder divino na vida deles). Jesus quer liberar uma palavra Rhema a você, hoje. Uma direção divina para determinada situação da sua vida. Deus usa seu líder, seu pastor, seu apóstolo e seus profetas, além da própria bíblia, para te entregar essa palavra Rhema. Fique atento, abra seu coração e obedeça a palavra profética, ainda que as circunstâncias digam o contrário, ainda que você tenha lançado suas redes durante toda madrugada e não tenha obtido sucesso, receba a Palavra, creia e receba sua vitória!

Aconteceu então que começou a pescar muitos e muitos peixes, como nunca antes havia pescado. Quando então testemunhou o milagre na sua própria vida, reconheceu a majestade do Rei dos Reis, a santidade e a glória de Jesus fizeram Pedro se PROSTRAR e dizer: AUSENTA-TE DE MIM, POR QUE SOU UM HOMEM PECADOR (Lc 5:8). Por mais santo que você pensa ser, ao se encontrar com Jesus, a única coisa que você consegue fazer é se prostrar, chorar e se arrepender. A santidade dEle nos espanta!

O espanto se apoderou dele (Lc 5:9). Foi gerado um temor de estar diante de um Rei tão santo, tão poderoso, que se importa com cada detalhe da nossa vida, com cada noite de pesca, com cada dia de trabalho, com nosso cansaço, com nossas limitações e imperfeições. Jesus quer operar sinais e maravilhas na sua vida profissional, na sua família, mas depois de experimentar o milagre de Deus, você não vai querer saber de outra coisa a não ser caminhar com o Rei, testemunhar seus milagres e, depois do tempo de preparação, ser um pescador de homens, como Pedro foi.

Deus os abençoe. Que a ousadia, a intrepidez, a revelação e a autoridade de Deus seja com cada líder!
Shalom.


Pedro Henrique Luthold

quarta-feira, 10 de março de 2010

Sangue, suor, sonho

Mais um texto que achei nos meus arquivos...
Sangue, suor, sonho

O sonho, é a linguagem do nosso coração, aquilo que nos movimenta a perseverar por árduos caminhos de espinhos e glórias, de derrotas e vitórias. Que nos faz andar de cabeça erguida mirando o nosso almejado alvo. Para uns é o bem material, enquanto que para outros o tesouro emocional. Sucesso, fama, dinheiro, poder, mulheres são os castelos de vaidades dos cegos materialistas. Ao passo que sossego, paz, amor, família, felicidade são as utopias dos tenros sentimentalistas.

Seja fantasioso, ou realista, os sonhos nos encantam, nos encorajam, mas também nos iludem e nos frustram. Faca de dois gumes que atrai, água cristalina e veneno mortífero, é preciso ser forte para beber do cálice. Depressão e desespero pelo sonho que vira pesadelo, euforia e regozijo pela batalha vencida e despojos conquistados.

Muitos pegam no arado e olham para trás, mas somente aqueles que caminham até o fim com humildade e fé, que chegam até mundo desejado, de conquistas e desejos realizados. Sem o sonho, a esperança não nasce, a ousadia não aparece, e o homem vegeta.

Para que o sonho vire realidade é necessário o sacrifício, o sangue derramado para chegar a escada do sucesso. Muito suor, o que é possível com paixão ardente. Sem o fogo não há calor, e para que a brasa acenda o fogo é preciso de mais outras brasas. Já dizia alguém famoso, o sonho de uma pessoa é a apenas um sonho, mas quando são dois ou mais quem sonham, a realidade fica mais próxima.
Sabedoria também anda de mãos dadas com a perseverança, a fé, a esperança, a união, o amor, o sonho, a ousadia. Sábio é planejar, pois os planejamentos são como os mapas do tesouro, que nos economizam tempo e dinheiro. Sonhe e viva, cuidado para que não acorde do combustível da vida.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Amar: verbo da vida

Bom, este é um texto que escrevi faz uns 3 anos. Encontrei-o perdido nos meus arquivos e gostei do que está escrito nele.
O amor tem mil faces, às vezes é simples e delicado como uma flor, ao passo que, em outras vezes, é confuso e turbulento como um tornado. Pode ser encontrado bem aqui, do seu lado, como também, pode estar nesse momento fazendo compras pelas ruas de São Paulo, tomando banho de sol em Fortaleza, ou, quem sabe, um chimarrão em Porto Alegre.

Como verbo, digo que pode ser transitivo direto, sem muitas preposições: rápido, simples e objetivo; indireto, precisando da ajuda de preposições para que o verbo se ligue ao objeto, nesse caso, assume a posição de romance, comédia e, em alguns casos, drama. Quando o é intransitivo, o verbinho fica triste e cabisbaixo, sem companhia de seu doce objeto.

O meu amor é colorido, vejo-o como um grande arco-íris, que fica fazendo piruetas, palhaçadas e cantando junto com os anjos. Meu amor é pueril, parece que me traz uma sensação afinada, gostosa e um leque de paz e regozijo, isso tudo com a pureza de uma criança. Meu amor é futuro, pensa lá longe, não quer ser efêmero, mas busca, ardentemente, encontrar na fidelidade a graça do Altíssimo, para que a bênção da eternidade lhe seja concedida.

Nessas equações e inequações, o que sobra é uma incógnita, que cabe a cada um de nós descobrir. Como aventureiros, em busca de tesouros secretos, buscamos o bem mais precioso por trás do verdadeiro amor: a graciosa felicidade, que parece tão distante hoje em dia.

O amor não é comércio e nem competição, pode até ser simples, mas traz consigo a lealdade, diferente do que vemos por aí: um grande mercado, com produtos belos e baratos que tem um prazo muito curto de duração. Esse troca-troca usual não passa de uma depravação juvenil, que só atrapalha o belo e gentil amor.

Dizem que o jovem quer experimentar o novo, esquecendo-se de que o amor é muito mais que um beijo, um amasso. Então eu penso: que graça há em ser egoísta? Que cada um resolva seus problemas, não se importe com o outro, o que se quer é a diversão – que pensamento mais profundo! E quando ficam mais velhos, tristes e sozinhos, acabados pelo tempo, pensam em como seria bom alguém para ouvir suas histórias, dar umas boas gargalhadas juntos, assistir a um filme no cinema, tomar um chocolate quente no frio e, até mesmo, fazer um belo piquenique no parque. Por essas e outras, o amor quer, hoje, escutar aquele bom e velho clichê: e foram felizes para sempre...